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Polícia descarta legítima defesa em caso de mulher que matou namorado a facadas em Ribeirão Preto
Postado em 14/03/2024

Polícia descarta legítima defesa em caso de mulher que matou namorado a facadas em Ribeirão Preto

Polícia descarta legítima defesa em caso de mulher que matou namorado a facadas em Ribeirão Preto Brenda Caroline Pereira Xavier se entregou na semana passada, confessou o crime, mas foi liberada após depoimento. Delegado quer ouvir antigos parceiros do casal. O delegado Rodolfo Latif Sebba descartou, nesta quarta-feira (13), que Brenda Caroline Pereira Xavier, de 29 anos, agiu em legítima defesa ao matar o namorado, o corretor de imóveis Carlos Felipe Camargo da Silva. O caso aconteceu no dia 3 de março, no imóvel que os dois dividiam no bairro Ribeirão Verde, em Ribeirão Preto (SP). À EPTV, afiliada da TV Globo, Sebba disse que a Polícia Civil investiga outras circunstâncias que possam ter levado ao crime. Brenda se apresentou na delegacia na quarta-feira passada, três dias após matar Carlos. Ela foi ouvida e liberada. "Essa situação da legítima defesa, a polícia já dá como descartada. Agora a gente precisa entender outras circunstâncias, nosso objetivo é fazer o enquadramento jurídico aqui na polícia, apurar todos os fatos que estão chegando pra nós, os depoimentos que a gente está fazendo, que a gente fez da vizinhança também, pra ver se alguém escutou algum grito, algum pedido de socorro, alguma coisa nesse sentido". Procurada pela EPTV, a defesa de Brenda disse que ela apresenta fraturas no nariz e nas costelas, o que provaria que foi agredida por Carlos. Além de novos depoimentos, a polícia também quer ouvir antigos parceiros de vítima e autora do crime para entender como eram os relacionamentos anteriores de Brenda e Carlos. Segundo o delegado, a investigação deve ser concluída em breve. Mulher confessou o crime Ao se entregar à polícia na semana passada, Brenda surgiu com hematomas pelo corpo e afirmou ao delegado que sofria agressões de Carlos. "Ela alegou que estava sendo agredida por ele e que a única forma de se defender seria pegando uma faca que estava no local e desferindo nele. Ela alegou isso, legítima defesa. Mas a obrigação da polícia agora é apurar os fatos e tentar entender o que aconteceu", disse Sebba logo após depoimento de Brenda. Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta que o corretor de imóveis tinha, pelo menos, nove perfurações pelo corpo. À EPTV, a fotógrafa disse que 'jamais tiraria a vida do namorado', mas se sentiu ameaçada por ele. "Eu jamais tiraria a vida dele. Mas isso teve que ser feito para salvar a minha. Não foi a primeira agressão que sofri, já teve outras e existem provas disso também". Carlos morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ribeirão Preto. Segundo a família do corretor, ele morava na cidade há quatro anos e tinha um relacionamento conturbado com Brenda. O corpo dele foi sepultado dois dias após o crime, na Praia Grande (SP). 'Muito ciumenta' Ao g1, a família de Carlos disse que a relação dos dois era conturbada e Brenda não aceitava o fim do relacionamento. Sobrinha da vítima, Tauane Felicio disse que a namorada do tio era muito ciumenta. "[Ela] não estava aceitando que ele queria terminar, porque ela era muito ciumenta. Ele não aguentava mais". O casal se conheceu assim que Carlos se mudou para Ribeirão e logo engatou um relacionamento. Após alguns meses, os dois passaram a morar juntos em uma casa no bairro Ribeirão Verde, local onde o crime aconteceu. Um dia antes de ser morto, o corretor conversou com a família por chamada de vídeo e afirmou o desejo de romper o relacionamento com Brenda. O caso De acordo com a polícia, na noite do crime, Carlos foi até a casa da mãe e do irmão, Bruno Camargo Felício, com os pertences e pediu para voltar a morar com a família. Aos policiais, Felício contou que, em seguida, Brenda apareceu no local e os dois conversaram do lado de fora do imóvel por cerca de dez minutos. Depois da conversa, Carlos informou à família que ia reatar o namoro e voltar com Brenda para a casa onde viviam. O irmão também disse à Polícia Civil que horas após o casal ir embora, recebeu uma ligação da mãe de Brenda dizendo que Carlos teria sofrido um acidente e morrido, mas sem explicar ou dar detalhes do que tinha acontecido. Ao chegar à UPA Norte, para onde a vítima foi levada, o irmão foi informado que ele havia sido esfaqueado ao menos nove vezes. De acordo com o boletim de ocorrência, na casa onde Carlos vivia com Brenda, a polícia constatou a presença de sangue em diferentes cômodos, inclusive em um dos quartos em que a mobília estava quebrada. O imóvel ainda estava molhado, aparentando ter sido lavado, o que, segundo a polícia, indicaria a tentativa de mascarar a cena do crime. A faca utilizada no crime não foi encontrada. Fonte/ Texto e Foto: G1/ Eptv

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