Moradores de Jaboticabal protestam na Câmara contra fechamento da DCM (Farmacinha)
Moradores de Jaboticabal protestam na Câmara contra fechamento da DCM (Farmacinha)
Moradores de Jaboticabal foram até a sessão da Câmara Municipal nesta quarta-feira (9) para protestar contra o fechamento do projeto D.C.M. (Farmacinha), no bairro Vale do Sol.
Com cartazes nas mãos, os manifestantes questionaram os vereadores com a frase: “Estão com o povo ou contra o povo?”
O principal motivo do protesto foi a suspensão das atividades da DCM, que, segundo os moradores, atendia famílias que dependiam do projeto para conseguir medicamentos.
De acordo com os relatos apresentados durante a manifestação, a DCM não oferecia apenas medicamentos. O projeto também teria desenvolvido ações de assistência às famílias da comunidade, como distribuição de cestas básicas, kits de higiene, apoio psicológico, reforço escolar, reforço escolar direcionado a crianças atípicas e doação gratuita de roupas para crianças e adolescentes.
Duas mães atípicas que contavam com o apoio da DCM também participaram da manifestação. Em um dos cartazes, uma delas relatou a situação enfrentada pela família: três crianças estariam há 13 dias sem medicação. Segundo o relato, os medicamentos teriam sido negados por três vezes pelo sistema de Alto Custo, e a DCM ajudava a família a conseguir o tratamento.
A manifestação também contou com a presença de uma líder comunitária, que levou uma faixa com um recado direcionado aos vereadores e a candidatos a deputados que, segundo ela, não seriam bem-vindos no bairro.
O protesto chamou a atenção para a situação das famílias que, segundo os moradores, eram beneficiadas pelas diversas ações desenvolvidas pela DCM.
Os manifestantes defendem que o projeto seja regularizado e que as atividades voltadas à comunidade possam continuar.
Editorial – O fim da Farmacinha Popular
O projeto da Farmacinha Popular, conhecido como DCM, era uma iniciativa interessante e que beneficiava diversas famílias, especialmente moradores de um dos bairros mais carentes de Jaboticabal.
Era necessário regularizar o projeto? Sim. E esse deveria ter sido justamente o caminho: buscar soluções, dialogar e encontrar uma forma legal de manter uma iniciativa que vinha atendendo à comunidade.
Infelizmente, isso não aconteceu. O projeto acabou sendo fechado, e fica a sensação de que interesses políticos e divergências acabaram falando mais alto do que a busca por uma solução que beneficiasse a população.
Quando existe uma iniciativa que ajuda as pessoas, o ideal seria que todos caminhassem juntos para encontrar uma forma de regularizá-la e aprimorá-la, dentro da legalidade.
É lamentável ver uma ação voltada à comunidade chegar ao fim dessa maneira.
Deixo aqui o meu repúdio àqueles que, em vez de buscar caminhos para ajudar, contribuíram para dificultar uma iniciativa que, independentemente de qualquer questão política, tinha um objetivo social importante.