RÉUS APRESENTAM VERSÕES DIFERENTES E CONTRADIÇÕES MARCAM AUDIÊNCIA NO CASO SABRINA E FILHOS.
RÉUS APRESENTAM VERSÕES DIFERENTES E CONTRADIÇÕES MARCAM AUDIÊNCIA NO CASO SABRINA E FILHOS.
Interrogatórios de Milton e Leonardo expõem divergências sobre as mortes, ocultação dos corpos e desligamento das câmeras de segurança
JABOTICABAL — A audiência realizada nesta quarta-feira (9), que deu continuidade ao processo que apura as mortes de Sabrina de Almeida Lima e seus três filhos, foi marcada por versões diferentes e contradições nos depoimentos dos réus Milton e Leonardo.
Durante os interrogatórios, os dois apresentaram suas versões sobre a morte de Sabrina, das crianças, a ocultação dos corpos e o desligamento das câmeras de segurança da propriedade.
Milton afirmou que Sabrina teria iniciado uma discussão e estaria armada com um facão. Segundo sua versão, Leonardo teria provocado a morte de Sabrina, enquanto ele reconheceu ter atingido as três crianças com uma marreta.
Milton também admitiu ter tomado a iniciativa de ocultar, transportar e enterrar os corpos, além de determinar o desligamento das câmeras após os crimes.
Leonardo confirmou ter utilizado um facão contra Sabrina, relatando golpes no braço e posteriormente na região da cabeça. Sobre as crianças, atribuiu as mortes ao pai, afirmando que Milton teria utilizado uma marreta contra as três.
CONTRADIÇÕES
A assistência de acusação aponta divergências importantes entre os depoimentos, principalmente sobre a dinâmica das agressões, a quantidade de golpes contra Sabrina, a reação das crianças e a quantidade de sangue encontrada na residência e no veículo.
Também houve versões diferentes sobre o acondicionamento dos corpos e os acontecimentos ocorridos logo após as mortes.
Outro ponto investigado envolve as câmeras de segurança. Os dois réus atribuíram a Milton a decisão de desligar o sistema. Leonardo afirmou ainda que teria sido orientado posteriormente a informar ao administrador da fazenda que a interrupção das imagens teria ocorrido devido a um suposto “pico de energia”.
PROCESSO AINDA NÃO TERMINOU
A audiência desta quarta-feira não encerrou a fase de instrução. Defesa e assistência de acusação ainda apresentaram pedidos relacionados à produção e complementação de provas.
Os requerimentos deverão ser protocolados por escrito e serão analisados pelo Judiciário. Somente depois dessa avaliação será definida a continuidade do processo e eventual encerramento da instrução.
A assistência de acusação afirma que seguirá acompanhando o caso e analisando as declarações dos réus em conjunto com as demais provas produzidas no processo.
As informações desta reportagem têm como base a nota oficial divulgada pela advogada Jacqueline Polachini Batista, representante da família das vítimas e assistente de acusação.
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