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70% dos paulistas usam celular antes de dormir, aponta levantamento do INER

70% dos paulistas usam celular antes de dormir, aponta levantamento do INER

70% dos paulistas usam celular antes de dormir, aponta levantamento do INER

Segundo especialistas, hábito pode prejudicar qualidade do sono; quase metade dos entrevistados revelou, também, dormir menos do que o recomendado

São Paulo, 11 de dezembro de 2019 – O dado é impressionante: 70% dos paulistas têm o hábito de usar o celular antes de dormir, prática que pode interferir na qualidade do descanso. É o que revelou o levantamento “Hábitos e percepções do sono: um estudo contemporâneo do repouso”, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), com o objetivo de avaliar a relação da população com o sono, sua preparação e cuidados com os itens indispensáveis ao ato de dormir.

Além do uso de aparelhos eletrônicos, foi constatado que, apesar de 76% dos entrevistados de São Paulo considerarem muito importante ter uma boa noite de sono, quase metade (45%) não consegue dormir a quantidade de horas recomendadas (de seis a oito horas) – algo que pode ter impacto na saúde. De acordo com um estudo publicado na revista científica NCBI, não dormir adequadamente pode impactar a concentração e a motivação, além de aumentar as chances de ansiedade e depressão.¹

Os resultados do levantamento mostram que os hábitos de sono interferem diretamente na rotina do indivíduo e vice-versa. Enquanto o estresse foi apontado por 43% dos entrevistados paulistas como o principal fator para noites de insônia, estudos como o publicado pela NCBI mostram que indivíduos que dormem mal tem mais predisposição à irritação, por exemplo.¹

“Uma boa noite de sono tem mais impacto em nossa rotina do que se imagina. Por isso, é importante ter atenção a todos os aspectos relacionados ao ato de dormir, desde os momentos que precedem o sono até a escolha adequada do colchão”, afirma Fabiana Manzano, diretora-executiva do INER.

Colchão: um novo espaço de entretenimento

Outro achado interessante está relacionado à mudança de status do colchão: de um item unicamente voltado para o ato de dormir para um espaço de entretenimento, função antes que era apenas do sofá. O levantamento apontou que quase 60% dos entrevistados assistem TV ou séries e 50% jogam videogame deitados em seu colchão. Ler, meditar e até fazer refeições foram outras atividades mencionadas pelos entrevistados.

Se, por um lado, isso pode indicar como o colchão vem ganhando espaço dentro dos lares brasileiros, por outro chama a atenção para a necessidade de maior cuidado com a escolha e manutenção do colchão. Apesar de 61% dos entrevistados paulistas saberem que o colchão tem validade, 32% não realizam a troca no prazo de cinco anos, considerado adequado pelos especialistas. É importante reforçar que cinco anos não representam, necessariamente, um prazo máximo para troca do colchão, mas sim um período em que devem ser redobrados os cuidados com esse que é o principal produto relacionado com a qualidade do nosso sono“, ressalta Fabiana Manzano.

Sobre o INER

O Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER) foi criado em 1984 como uma iniciativa de um seleto grupo de fabricantes de colchões e de matérias-primas. Neste mesmo ano, foi responsável por desenvolver a primeira norma técnica para fabricação de colchões de espuma no Brasil e, em 2004, projetou a primeira norma técnica para colchões de mola. Por meio de seu certificado Pró-Espuma, que conta com rigorosas normas de qualidade, o INER já certificou mais de 31 milhões de colchões de espuma e mola e mais de 300 mil travesseiros e estofados.

Referência: Chattu, V.; Manzar, D.; Kumary, S.; Burman, D.; Spence, D.; Pandi-Perumal, S. The Global Problem of Insufficient Sleep and Its Serious Public Health Implications. Disponível em http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6473877/. Último acesso: 07/12/2019.