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Suspeitos da cidade de Sertãozinho são presos em uma grande operação.

Suspeitos da cidade de Sertãozinho são presos em uma grande operação.

Polícia Civil cumpriu 12 mandados de busca e apreensão: joias, relógios e TVs foram apreendidos. Delegado diz que quadrilha escolhia imóveis de luxo vazios para agir aos finais de semana.

Seis pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (15) em Sertãozinho (SP) e Ribeirão Preto (SP) por suspeita de furtos a residências no interior de São Paulo. A Polícia Civil também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão durante a operação, batizada de “Mioleiros”.

Segundo o delegado João Osinski Junior, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-3), a operação é realizada em parceria com o Deinter-7, em Sorocaba (SP), uma vez que as investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais de Avaré (SP).

“É uma operação conjunta que visa prender o que a gente chama de ‘mioleiros’, pessoas que furtam residências. Nós fornecemos quatro equipes com 16 policiais para ajudar na identificação dos locais e cobertura. Eles, por sua vez, vieram com seis equipes”, detalha.

A Polícia Civil informou que cinco pessoas foram presas em Sertãozinho e um homem em Ribeirão Preto. Esse último é proprietário de uma loja de joias em uma galeria no Centro da cidade. O ourives é suspeito de ser o receptador dos produtos furtados.

Na loja dele, na Rua Américo Brasiliense, os policiais civis encontraram um cofre, que estava vazio. No estabelecimento foram apreendidos R$ 7 mil e 90 gramas de ouro. Em toda a operação, a Polícia Civil apreendeu joias, relógios de luxo e televisões.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os integrantes da quadrilha têm antecedentes criminais pelos crimes de tráfico de drogas, roubo e receptação. Osinski Junior diz que os suspeitos escolhiam os imóveis e planejavam os crimes com antecedência.

“Eles agem no estado inteiro e já foram presos por nós anteriormente, mas são soltos e voltam a agir. Geralmente, saem aos finais de semana, identificam residências vazias, estouram a fechadura, entram e limpam tudo”, explica o delegado.

Os presos foram levados à Central de Flagrantes em Ribeirão Preto, mas serão transferidos à Delegacia Seccional de Avaré ainda nesta terça-feira. Eles cumprirão prisões temporárias por cinco dias, mas a Polícia Civil não descarta pedir a prorrogação desse prazo.

O delegado seccional de Avaré, Rubens César Garcia Jorge, afirma que a operação foi batizada de “Mioleiros” porque, para ter acesso ao interior das residências, um dos métodos usados pela quadrilha era danificar o miolo das fechaduras das portas de entrada.

“A quadrilha, de forma geral, escolhia imóveis com os moradores ausentes, de preferência aos finais de semana. As casas escolhidas eram de alto padrão, com o objetivo de encontrar objetos valiosos, como televisores, computadores, joias, celulares”, diz.

Os presos responderão pelos crimes de associação criminosa e furto qualificado.

Informações e foto: https://g1.globo.com

Fotos :Jornal Cidades