Esquema mundial de pedofilia é ignorado pelo Youtube

Esquema mundial de pedofilia é ignorado pelo Youtube

O Youtuber Felipe Neto  recentemente divulgou em seu canal um vídeo expondo a existência de um esquema de pedofilia a nível mundial, abordando também o quanto o próprio Youtube se omite de resolver o problema.
Em poucos cliques dentro do site do Youtube, é possível chegar a um looping, com uma infinidade de vídeos referência com conteúdo parecido, de garotas, muitas vezes com menos de 12 anos, provando bíquinis, nadando em piscinas com as amigas e outros conteúdos destinados ao público infantil, mas que são majoritariamente vistos por pedófilos do mundo inteiro.
Existem várias práticas comuns dentro dessa rede de pedofilia, que foi denunciada, no Brasil, por Felipe Neto, mas pelos Estados Unidos, pela Europa e em vários países do mundo o problema também foi abordado e exposto por celebridades.
O Youtuber começa procurando por “Bikini try on”(experimentando bíquini, em inglês), que mostra uma modelo maior de idade. Um dos vídeos referência “Dear-Lover Haul”, mostra outra modelo maior de idade experimentando roupas. Depois, em “provando bíquinis”, uma garota com 18 anos, dentro do qual já há um vídeo referência para um desses vídeos de modelos menores de idade, cujo nome não revelaremos. O vídeo com a modelo menor de idade foi visto por mais de 430 mil pessoas, e provavelmente foi feito na Rússia. É possível chegar ao vídeo com 4 CLIQUES dentro do Youtube.

Quantidade de visualizações em um dos vídeos lançados recentemente, 430 mil pessoas em 21 dias.

Alguns desses vídeos, perturbadores, mostram crianças usando salto alto e bíquini. Muitos dos vídeos contém comentários desabilitados. A essa altura, todos os vídeos dentro das referências já estão dentro dessa rede de vídeos, com garotas menores de idade se expondo. Centenas de homens fazem comentários inaceitáveis dentro desses vídeos, motivo pelos quais os comentários são desabilitados.

As crianças publicam vídeos em seus canais do Youtube destinados ao público infantil e acabam sendo alvos de redes de pedofilia.

Aí entra a participação do Youtube: os comentários são desabilitados e apagados pela própria empresa. Se são desabilitados, é porque o Youtube sabe da existência dessa rede de pedófilos que têm acesso a esses vídeos, mas esconde o problema e se omite de evitar essa realidade, não deletando ou punido as contas e IPs dos autores dos comentários, não denunciando a existência desses comentários para as polícias locais, não aplicando restrições aos canais que fazem esses vídeos, enfim.
Não se trata de qualquer coisa: se trata de milhares de garotinhas criadoras de conteúdo no Youtube sendo expostas ao comportamento predatório de incontáveis pedófilos pelo mundo inteiro, problema perante o qual a empresa não se posiciona.
Nos vídeos desse tipo em que os comentários não estão desabilitados, existem, entre os comentários, além de inúmeros elogios predatórios, a existência de comentários mencionando timestamps, ou seja, o minuto e o segundo em que aparece algo mais sugestivo. Esses comentários são curtidos por centenas de pessoas, possíveis outros pedófilos.

São centenas de crianças no Youtube sendo vistas por milhares de pedófilos pelo mundo inteiro.

Em um dos vídeos, um comentário de timestamp remete ao tempo do vídeo em que a menina está cruzando a perna e é possível ver a calcinha dela.
Um Youtuber norteamericano cujo canal chama-se MattsWhatItIs inspirou Felipe  a fazer o mesmo no Brasil, ao denunciar que as próprias diretrizes do Youtube alertam que comentários predatórios em vídeos de menores de idade serão deletados. Sabem do problema, tiram os comentários, não punem as contas e nem denunciam os IPs de quem faz esses comentários e lava suas mãos.
Vários veículos de mídia internacionais já denunciaram e pediram que o Youtube faça algo, mas a empresa até agora não se posicionou. Os comentários surgem em vários idiomas diferentes, provando que o esquema de pedofilia é internacional.

Muitas das garotas vítimas desses pedófilos predadores são do Brasil, como as 3 amigas desse vídeo, que brincam na piscina.
Ao fundo, é possível ver um adulto, demonstrando que os responsáveis pelas crianças nem sabem do que acontece.

Há inclusive Youtubers brasileiras menores de idade que são vítimas desses pedófilos. Das 6 crianças nas imagens dessa reportagem, apenas uma não é brasileira. Em um dos vídeos, as meninas brincam na piscina por 12 minutos, o vídeo não exibe nada além disso, e mesmo assim foi visto por 500 mil pessoas.

Pais, mães e responsáveis, fiquem atentos com as coisas que seus filhos fazem na internet, com as imagens e vídeos que publicam. Não permitam que suas crianças sejam expostas a uma rede de pedofilia de nível mundial.