Como salvar o rio Tietê?

Como salvar o rio Tietê?

Como salvar o rio Tietê?

O Rio Tietê é um dos mais importantes da cidade de São Paulo, no entanto, diversas zonas do rio são contaminadas pela poluição que consequentemente causa a morte de fauna e flora do rio. A cidade de São Paulo já tem problemas com poluição do ar, sendo a 6a cidade mais poluída do Mundo. Ao contrário do que muitos podem pensar, a poluição do ar em São Paulo não é somente causado pelas indústrias, mas também pelos gases emitidos por diversos veículos de circulação. Foi uma surpresa quando em meados de 2018, uma greve de caminhoneiros contribuiu para a diminuição da poluição do ar na cidade do Brasil.

O rio Tietê tem cerca de 1150 quilômetros de extensão, e a sua poluição retorna até a década de 1920. O principal contributo para esta poluição do rio foi o crescimento e desenvolvimento da cidade de São Paulo, que viria a colocar o rio Tietê em desuso para a população brasileira, acabando por tornar esta fonte de água num depósito de lixo. Desde então, o rio tem servido como esgoto para resíduos industriais e domésticos, que viriam a contribuir para a transformação do rio Tietê num dos mais poluídos do mundo.

Mas como podemos alterar isso? Há diferentes passos que devem de ser tomados, mas diversas áreas de saneamento têm de alterar a forma como gerem o despejo de resíduos.

Para começar, a Sabesp (empresa de saneamento do estado de São Paulo) já tem planeado uma amplificação da rede de tratamento de esgotos para a população que vive perto do rio Tietê. Todo o esgoto doméstico, tratado ou não é enviado para rios como o Tietê. Para consideração, em 1990, apenas 24% do esgoto de São Paulo era tratado, enquanto que em 2009, esse número subiu para 68%. Este aumento do tratamento de esgoto contribuiu para uma diminuição de faixas de poluição do rio em mais de 200 quilômetros.

A Nascente em Salesópolis é das poucas zonas do rio que ainda se pode encontrar água fresca e limpa. No Parque Nascente do Rio Tietê pode encontrar plantas, peixes e outros animais que vivem em redor do rio. Mas à medida que desce pelo rio, a imagem já não é tão bonita, e alguns trecho do rio já começam a ter vestígios de poluição. O maior poluente nos trechos são os agrotóxicos e fertilizantes que acabam por ser jogados na água ou lavados na terra, e eventualmente acabam por chegar ao braço principal do rio.

A situação fica ainda pior quando chegamos à zona de Mogi das Cruzes. Mogi das Cruzes tem mais de 360 mil moradores, cujos despejos e esgotos vão dar ao rio Tietê. Estes esgotos geralmente não são tratados, e com cerca de 60 toneladas de esgoto por dia, esse acaba por ser um dos principais fatores poluentes do rio Tietê. Mas o pior de todos, é a área de Grande São Paulo, onde 600 toneladas de esgoto são enviadas para o rio diariamente. A partir desta zona de São Paulo, seguem-se 100 quilômetros de rio morto, onde é impossível qualquer fauna ou flora sobreviver a tamanha quantidade de toxinas.

O rio Tietê é apenas um de muitas amostras da natureza que foram negligenciadas pelos humanos ao longo dos anos através de ações irresponsáveis que não tinham em atenção as consequências para o meio ambiente. O rio Tietê terá um projeto bem longo com o objetivo de limpar e reduzir a poluição dessa área, mas grande parte virá do crescimento da rede de esgotos na área de São Paulo.