Gastos  do Saaej com reciclados foram de 600 mil para mais de 1,5 milhão em 5 anos

Gastos do Saaej com reciclados foram de 600 mil para mais de 1,5 milhão em 5 anos

O SAAEJ enfrenta sua mais grave crise, com problemas no abastecimento, problemas em diversos pontos e com reclamações em todos os níveis. A autarquia que em 2004 era a galinha dos ovos de ouro da administração chega ao ano de 2015, falida, quebrada, sem recursos, e principalmente totalmente sucateada e defasada em suas atribuições.

Ouvimos funcionários que nos relataram que um dos problemas começou quando em 10 anos foram abertos 33 loteamentos, com 7.300 Lotes e residencias e nenhum empreendimento particular teve obrigação de fazer poço artesiano. Com o aumento no número de casas abastecidas sem a criação de novos poços, houve é claro uma maior demanda e por isso chegou se a este colapso no abastecimento.

O endividamento do SAAEJ, segundo ele começou no ano de 2.008, quando foi transferido para a autarquia a responsabilidade pela coleta de lixo. Segundo ele,  naquele ano uma das empresas que presta serviços a REUSA foi criada e a partir inciou se uma série de endividamentos da Autarquia.
A REUSA E A MB ENGENHARIA são responsáveis pela coleta do lixo e do lixo reciclável na cidade.

Fizemos uma pesquisa pra verificar valores e constatamos que :

No ano de 2008, ano de sua fundação a REUSA recebeu do SAAEJ a quantia de 162.256.41
No ano seguinte de 2009, a empresa recebeu o valor de R$ 600,515,60
No ano de 2014, a empresa recebeu 2,5 mais que em 2009 – R$ 1.587.262,15

Questionamos o SAAEJ sobre a diferença de valores, mas não obtivemos resposta.

VEJA DETALHAMENTO DOS GASTOS DO SAAEJ EM 2009 E 2014

EDITORIAL

Alguns dados são estranhos, afinal que aumento absurdo foi esse em 5 anos, de 600 mil para mais de 1,5 milhão?  O prefeito anterior Hori e o prefeito atual Raul Girio ou são totalmente incompetentes, ou mal intencionados.  Um contrato deste porte com certeza afetaria a situação financeira do SAAEJ. Ou eles não sabiam disso???

Veja o que diz outro funcionário:

José Américo Sargi Simples, vamos ao último ano do mandato da Maria Carlota Niero Rocha, a melhor arrecadação foi um pico de $500.000,00 sendo que a média do último ano do seu mandato não passou dos $430.000,00. Havia investimentos em perfuração de poços, ampliação da ETA, emissário e tratamento do esgoto, ampliação da capacidade de reservação de água etc. Com a saída dela, deixou um superávit de $500.000,00.
Quando Hori assumiu, o Ricardo Bueno ampliou o superávit e já alertava que necessitava de um superávit em torno de $10.000.000,00 para ampliar a produção de água e melhorar o sistema de distribuição, sua saída após alguns meses à frente da autarquia, acumulou um superávit além dos $500.000,00 recebidos da gestão da Carlota, ampliou algo em torno de $2.500.000,00. Acredito eu que pelos seus princípios gerenciais e empresarial, deve ter discordado das orientações do Hori, pediu exoneração. Aí veio o Brito, já no primeiro mês da sua presidência frente a autarquia, apresentou um balanço negativo e afirmou nunca ter havido superávit. Veio o Polachini que escondeu as informações da tarifa, classificando tudo como água e esgoto além de um aumento acima dos 30% da inflação para suprir os gastos com o lixo, aterro, coleta seletiva etc.
Assim que o Gouveia assumiu, tinha em seu principal compromisso eleitoral, zerar os déficit da administração anterior e por razões desconhecidas, falava das desmanzelas da gestão anterior mas não registrou providências e o mais estranho, falou abertamente para os legisladores e não houve indignação da casa legislativa. Com a sua revolta Rogerio Constantino, não só o legislativo mostrou indignação mas alguns moradores saíram da toca neste ano e só para lembrar, a falta de água neste ano não foi tão grave como em anos anteriores.