Notícia de Pitangueiras/Taiaçu/Taiúva
Pitangueiras comemora  162  anos de emancipação politica e administrativa
Postado em 27/07/2020

Pitangueiras comemora  162  anos de emancipação politica e administrativa

Pitangueiras comemora  162  anos de emancipação politica e administrativa. Nesta edição você
conhece um pouco da história da cidade. Saiba um pouco mais da sua história

O documento mais antigo que se conhece da história de Pitangueiras é o da doação de terras a São Sebastião pelo casal mineiro Manoel Felix e sua mulher Ana Batista de Morais. Esse documento é a escritura de doação passada em 27 de Julho de 1858 no cartório da então Freguesia do Carmo de Jaboticabal. O casal doou 80 alqueires ao patrimônio do Santo e logo foi erguida a Capela de São Sebastião feita de esteios de aroeira e paredes de taquara com enchimento de barro.
A capela foi usada até a construção da Igreja, datada de 1902. Em 1881, ao lado da Capela viviam 800 pessoas. Pitangueiras foi considerada distrito em duas ocasiões diferentes, antes a lei provincial 138 Em 19 de Julho de 1881, que elevava o núcleo à categoria de Freguesia.

Por essa época existiam na Freguesia quatro comerciantes, sendo dois deles italianos, um português e um mineiro, e a vida da freguesia tinha por principais atividades a pecuária e a agricultura.
Em 02 de Junho de 1892 foi feita nova doação de terras à São Sebastião com a área de 5 alqueires, pelo casal Joaquim Moço e sua mulher Ana Joaquina de Morais.
E depois Pitangueiras, em 17 de agosto de 1892 pela lei n. 65 é elevada a Distrito e pela lei n. 152, no dia 6 de junho de 1893 recebia foros de Cidade, cujo território fora desmembrado do de Jaboticabal, tendo a sede recebido foros de cidade pela lei municipal nº 33 , de 7 de dezembro de 1906.


O Primeiro Presidente da Câmara de Pitangueiras foi o Cel. Ernesto Alves de Carvalho, no período de 15 de Setembro de 1893 a 25 de Junho de 1896.
A instalação da nova cidade deu-se só no ano de 1894 para, no ano de 1911, no dia 24 de fevereiro, pela lei n. 1232, de 22 de Dezembro de 1910, veio instalar-se a comarca, que hoje possui o distrito de Ibitiuva.


As primeiras autoridades da Comarca foram: Dr. Matheus da Silva Chaves Júnior, Juiz de Direito; Dr. José Veríssimo Filho, Promotor Público; e o Dr. Franz de Lima, Delegado de Polícia.Eram vereadores municipais, o Cel. José Walter da Silva Porto, Major Gabriel Custódio da Silveira, Major Ernesto Caetano de Souza, Capitão Olavo de Souza Lima e o Capitão José Pedro Guimarães. O Prefeito, cargo que na época recebia o nome de Intendente, era eleito pelos vereadores, os quais eram naturalmente candidatos.
Nessa época de município o primeiro Intendente eleito foi o Capitão Olavo de Souza Lima ou Joaquim Jacques Cardeal O Major Gabriel Custódio da Silveira exercia o cargo de secretário da Câmara, e o Major Jeremias de Souza Lima, era o recebedor de impostos. A inspeção escolar era exercida pelo Major Ernesto Caetano de Souza.


O cargo de Juiz de Paz e Casamentos era eleito nas mesmas eleições que elegiam os vereadores, e este cargo coube ao Sr. Mauricio de Melo. A Câmara Municipal funcionava em uma sala grande ao lado da cadeia velha, na Praça de Haya, onde hoje é Clube Comercial. O primeiro Vigário da Paróquia de São Sebastião foi o Cônego Joaquim Augusto Vieira, natural do Estado da Bahia.

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