Notícia de Barrinha
24 de junho - DIA DO PADROEIRO DE BARRINHA SÃO JOÃO BATISTA
Postado em 24/06/2020

24 de junho - DIA DO PADROEIRO DE BARRINHA SÃO JOÃO BATISTA

Barrinha comemora   67 anos de emancipação politica e administrativa. Nesta edição você conhece um pouco da história da cidade, que ficou conhecida na segunda metade do século 20 como PRINCESINHA DO MOGI. Saiba um pouco mais da sua história

NAVEGAÇÃO DO RIO MOGI GUAÇU

A navegação foi implantada no Rio Mogi Guaçu pela Cia Paulista de Estradas de ferro e vias Fluviais com o único intuito de não perder o valioso frete oferecido pela rica região cafeeira de São Simão a Ribieirão Preto, alcançada por sua rival a companhia Mogiana. No dia 2 de dezembro de 1884 foi inaugurado o primeiro trecho, a partir de Porto Ferreira, até atingir a confluência do Rio Pardo, com os portos  :  PORTO PRAINHA, PORTO AMARAL, PORTO C. BUENO, PORTO JATAHY, PORTO CEDRO, PORTO GUATAPARA, PORTO M. PRADO, PORTO BARRINHA, PORTO PITANGUEIRAS E PORTO PONTAL.

PORTO BARRINHA era um dos portos onde se atracava o Barco a Vapor, que transportava pessoas e mercadorias, principalmente Café. O Porto ficava no municipio de  Jaboticabal, ao lado da Antiga Ponte sobre o Rio Mogi, e onde havia uma Balsa próxima para travessia do Rio Todo o Transporte daquela época era feito através da navegação sobre o Rio. A navegação do Rio se deu até 1903, e foi encerrada pela Cia Paulista de Estradas de Ferro em 1 de maio de 1903, quando a linha férrea já havia sido concluída próxima a estes portos. Havia em funcionamento 7 vapores, 36 lanchas e 2 balsas de ferro. Nome dos Vapores – CONDE D’EU, NICOLAU QUEIROZ, ELIAS CHAVES, ANTONIO PRADO, BARÃO DE JAGUARA, ANTONIO LACERDA e ANTONIO PAES.

 

NASCE BARRINHA

Em 19 de setembro de 1.943 era inaugurada a primeira agência dos correios de Barrinha, com apenas 1 funcionário, Marina Gonçalves. Três companhias de petróleo se instalam em Barrinha : A Companhia Brasileira de petróleo GULF, A ATLANTIC Refining Company of Brazil e a SHELL Brazil Limited, que distribuíam petróleo e lubrificantes para toda a região e até para o triângulo Mineiro. A estação, com o grande numero de passageiros e com o grande numero de trens de carga era a força motriz da cidade. Cerca de 12 trens cruzavam a estação nos dois sentidos, sendo que seis deles de passageiros e os outros comerciais. Todo o petróleo  era transportado através da ferrovia. As três empresas localizavam-se ao lado da linha férrea, para facilitar o embarque e desembarque do petróleo e dos combustíveis. Além do transporte de combustível, eram transportados através da linha ferroviária, várias outras cargas : madeira, café, açúcar, e muitas outras.

Fez-se presença na época, na área cultural e de lazer a famosa Bandinha de João Marques Sales, que viria a ser o primeiro funcionário da Prefeitura, quando instalada Pouco antes da emancipação política, Barrinha contava com apenas 35 casas, além da população espalhada pela zona rural. Havia apenas 2 estabelecimentos comerciais e 03 escolas isoladas.

Não haviam automóveis, e o único transporte era o ônibus, o trem e as charretes a cavalo. Primeiros habitantes as famílias Gonçalves, um a do Sr. Domingos Gonçalves, iniciando a lavoura e a outra, com dona Dionizia Gonçalves, levantando a capela em louvor a SÃO JOÃO, os Biancardi e outros fundando a primeira indústria e a colônia japonesa, vendendo terrenos ericados de ponta e espinhos, transformou-se em uma cidadezinha de grandes possibilidades. Merecem referências ainda, como iniciadores de Barrinha as famílias do Sr. Thomazini, Marcari, Kotó, Santini, Constantino entre outras que trabalharam pelo município.

 

TIJOLOS, TELHAS E AREIA

Com uma colossal reserva de argila de melhor qualidade, não tardou a instalação da cerâmica Barrinha, e em 1.953 instala-se a cerâmica São Francisco, depois Cerâmica Barrinha, dotada de maquinaria espe-cial, fabricando tijolos de todos os tipos, sem dúvida alimentando esperanças de uma Barrinha indus-trial, estabelecendo-a com seus chaminés.

Nesta epoca também aparecem empresas que retiram areia do rio Mogi. Barrinha chegou a ter 3 portos de areia e várias indústrias de tijolos. Contando com vários fatores de progresso (ex.: terra fértil, indústrias, facilidade de transporte, companhias de petróleo, etc.), a cidade crescia muito na epoca  e  apresentava credenciais econômicas para requerer a própria autonomia municipal, e surge em Barrinha, um movimento para a emancipação política do Município: Reynaldo Silvério (Sub Prefeito), João Mariussi, Francisco Canable, Ovidio Munerato, e Augusto Bombonato, entre outros foram os precursores do movimento.

A emancipação política do Município se deu no dia 30 de dezembro de 1.953, pela lei 2.456. No ano de 1954 houve a eleição com a nomeação dos cargos. A instalação do Município se deu em 1° de janeiro de 1.955, com posse dos representantes eleitos pelo povo

 

BARRINHA VIRA  DISTRITO DE PAZ

Tal foi o crescimento, que em 14 de janeiro de 1.936, era levada a distrito paz,  criado com a denominação de Barrinha, por Lei nº 2626, de 14 de janeiro de 1936, no Município de Sertãozinho. A instalaçãao do distrito se deu com a presença do MM. Juiz de Direito da Comarca de Sertãozinho Dr. Fernando Scalamandré Sobrinho.

 Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, Barrinha é Distrito judiciário do Município de Sertãozinho.  No quadro anexo ao Decreto-lei Estadual nº 9073, de 31 de março de 1938, o Distrito de Barrinha permanece no Município de Sertãozinho. Assim figurando nos quadros fixados, pelo Decreto-lei Estadual nº 9775, de 30 de novembro do ano de 1938, para 1939-1943 e Decreto-lei Estadual nº 14334, de 30 de novembro de 1944, para vigorar em 1945-1948. Barrinha ganhou o seu primeiro cartório, e a  primeira escritura lavrada foi em em 4 de setembro de 1936, da Cia agrícola São Martinho, tendo como comprador Primo Guido e Testemunha Antonio Arábia e Humberto Biancardi.

O primeiro Censo demográfico realizado em Barrinha aconteceu em 1.940, quando ainda distrito. Barrinha contava com 4.003 habitantes sendo 97 na zona urbana e 3.906 na zona rural, 2.205 eram homens e 1.798 eram mulheres.

 

Em 1955 Barrinha vira munícipio.

O primeiro prefeito eleito foi  Reynaldo Silvério, tendo como vice o Sr. João Mariussi.  Coube ao primeiro prefeito e aos vereadores a elaboração das primeiras leis do Município, e a estruturação dos serviços Municipais. Foi nesta época a inauguração da sede da associação Nipo Brasileira, a  mais importante da época, onde toda a sociedade local se reunia, e onde eram celebrados festas de formatura, casamento, e bailes da época, inclusive os carnavais.

Foi em 1958, que a cidade ganhou o primeiro Grupo Escolar, (Hoje a Escola Dr. Paulo da Silva Prado) A escola funcionava onde hoje é a Prefeitura e em 1958 foi construído o prédio onde funciona até hoje.

ANIVERSÁRIO DE BARRINHA

24 de junho  ou 30 de dezembro

Quando o   jornal Cidades lançou o trabalho de história da nossa cidade de Barrinha fomos muito questionados quanto a data do aniversário da cidade. Cabe esclarecer que o principal objetivo deste trabalho é resgatar a historia de nosso município, e este trabalho apresentado pelo jornal é o mais completo já realizado, e que futuramente deve se transformar em um livro.

A data de 24 de junho coincide com o dia do padroeiro da cidade, São João Batista, e era nesta data que era comemorado o aniversário da cidade, até o inicio dos anos 90. Depois a comemoração passou a ser feita na data de emancipação do municpio, que é 30 de dezembro.

Desde sua fundação em 1953 até 1990, o aniversário da cidade sempre foi comemorado nesta data, com desfiles, queimas de fogos e comemorações, como relata o jornal de Barrinha de 1984.

O jornal destaca a criação da lei municipal oficializando a data de comemoração da cidade no dia 24 de junho, lei esta promulgada pelo então prefeito Edgard Matrangolo.

Antes mesmo da emancipação do município, quando Barrinha ainda era Distrito de paz, as comemorações da cidade sempre giravam em torno desta data, principal festividade da cidade. E após a emancipação política essa data foi mantida até 1990.

Como nosso objetivo maior no jornal é resgatar nossa história, contar um pouco do nosso passado esta data é a mais simbólica, a mais marcante da história da cidade, e deve sim ser resgatada . Não se trata de religiosidade , mas sim de resgatar as tradições, de criar uma identidade cultural, que temos perdido aos longo dos anos.

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