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Polícia Civil tenta identificar quadrilha que vem aplicando o “golpe da Pandemia” em aposentados de São Carlos 
Postado em 22/05/2020

Polícia Civil tenta identificar quadrilha que vem aplicando o “golpe da Pandemia” em aposentados de São Carlos 

Polícia Civil tenta identificar quadrilha que vem aplicando o “golpe da Pandemia” em aposentados de São Carlos 

A equipe do delegado Maurício Antônio Dotta e Silva dos 1º e 4º Distritos Policiais de São Carlos tenta identificar uma quadrilha que vem aplicando em aposentados de São Carlos, o “golpe da Pandemia”, a qual já fez inúmeras vítimas, as quais acreditando que estariam falando com gerentes de contas bancarias e funcionários de agencias de São Carlos entregam cartões de crédito, débito com senhas, acreditando inclusive que tudo seria levado á Polícia Civil. 
PANDEMIA 
Segundo uma das vítimas que concordou em falar com a reportagem, o golpe leva este nome devido os marginais que se passam por gerentes bancários informar que devido a “Pandemia” do novo coronavírus, os aposentados, que seriam pessoas do grupo de risco, permanecessem em suas casas e os bancos dariam todo suporte á estas pessoas. O golpe consiste em convencer a vítima que ela estaria sendo lesada com golpe de compras em seu cartão bancário em outras cidades e a partir de informações falsas conseguem a confiança e a partir de então o crime é realizado com a participação de várias pessoas e até mesmo um motoboy.
PRIMEIRA VÍTIMA 
Segundo apurado, na quinta-feira (14), a primeira vítima a ser identificada foi uma aposentada pública federal, de 68 anos, que por volta das 15 horas, recebeu uma ligação em seu telefone fixo de uma mulher que dizia chamar-se Mariana, a qual identificou-se funcionária do setor de segurança do Banco do Brasil de Campinas, informando que seu cartão bancário estaria sendo utilizado em compras em uma loja da cidade de Guarulhos e gostaria a funcionária de saber se a pessoa seria ela. Ao dizer que não foi orientada a ligar no telefone 0800 do Banco do Brasil, para bloquear o cartão e a pessoas desligou. No mesmo instante que a são-carlense foi ligar, recebeu um novo telefonema, agora de uma mulher identificando-se por Renata, a qual disse que estaria transferindo a ligação para o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) e após foi orientada por outra pessoa a passar a senha do cartão para que o mesmo fosse bloqueado e devido a “Pandemia”, a funcionária estaria enviando á residência ´dela para que a mesma, colocasse seu cartão em um envelope lacrado e entregasse á um motoboy de nome Tiago, que o banco enviaria com a senha nº 6565. Momentos após chegou o motoboy chegou na residência da funcionária pública federal que entregou o envelope lacrado e no final da tarde a mulher disse que desconfiou da história e ligou para seu gerente de contas, o qual relatou que ela teria caído em um golpe e após análise apurou-se que a são-carlense aposentada teve um prejuízo de R$ 15 entre saques em caixas eletrônicos de R$ 6 mil, bem como compras avaliadas em R$ 9 mil. Após e orientada a mulher procurou o delegado Maurício Antônio Dotta e Silva que registrou o crime de o estelionato (artigo 171). 
NOVOS ATAQUES 
Os policiais civis que tenta identificar as pessoas envolvidas na quadrilha dizem que as vítimas sempre são pessoas acima de 60 anos e aposentados e todas tem conta bancárias e cartões de crédito e débitos. Ainda segundo os policiais na maioria dos ataques os falsários já aplicam o golpe com todos os dados e endereço de suas vítimas.
Iniciando as investigações nesta semana os policiais civis do 1º Distrito Policial descobriram que o bando teria realizado novos ataques na terça-feira (19), onde por volta das 15h15, um aposentado de 63 anos, também recebeu uma ligação em seu telefone fixo, e desta feita se passando por gerente da Caixa Econômica Federal (CEF), dizia que seu cartão teria sido clonado e marginais teria gasto cerca de R$ 1.800,00 em uma loja de campinas. Ele também foi orientado a ligar para seu gerente e da mesma forma da primeira vítima os falsário fizeram o aposentado digitar sua senha bancária no telefone sem falar ao funcionário, bem como escrever de próprio punho que não seria ele quem realizou compras em Campinas e por volta das 17h30, um motoboy, devido a “Pandemia”, foi encaminhado á sua residência, onde com a senha 6565-B, apanhou o envelope lacrado com o cartão da CEF e momentos após também suspeitando que teria caído no golpe ligou á seu banco e descobriu que teria caído no “golpe da “Pandemia” e descobriu que os marginais já teriam sacado e realizado compras avaliadas em cerca de R$ 6.895,00 e também foi orientado a procurar a Polícia Civil que investiga o crime através do 1º Distrito Policial.
Já por volta das 18h30, também da terça-feira, a quadrilha também ligou na residência de outro aposentado de 64 anos, o qual seria correntista do Banco Itaú e agindo da mesma forma o bando desta feita convenceu o aposentado que utilizando quatro cartões do banco com bandeiras Visa e Mastercard, possivelmente clonados, marginais teriam utilizado para compras avalizadas em R$ 2797,71, em lojas da cidade de Guarulhos, cidade que ele disse que nunca esteve. O aposentado foi orientado a fornecer as senhas dos quatro cartões, para serem bloqueados através do serviço de segurança do banco Itaú, bem como deveria ele escrever uma carta de próprio punho contestando as compras em Guarulhos e devido a “Pandemia”, por ordem do banco deveria ficar em casa e o banco enviaria á sua residência um motoboy para apanhar os quatro cartões que deveriam ser colocados em um envelope lacrado para segurança do aposentado e do banco e que o motoboy ao chegar em sua casa passaria a senha AJN2P1. O motoboy esteve á noite em sua casa e apanhou o envelope, fornecendo ainda quatro números de protocolos dos cartões para reforçar a história que no final da noite ao averiguar junto ao telefone 0800 do banco Itaú sobre a entrega dos cartões descobriu que tudo seria um grande golpe e que ainda naquela noite os marginais teriam realizado saques e compras avaliadas até o momento em R$ 1299,00, porém o aposentado acredita que o prejuízo será ainda maior. 
SENHAS 
O delegado Maurício Antônio Dotta e Silva, acredita que o numero de vítimas são ainda maiores, pois outras vítimas já foram identificadas e devem prestar esclarecimentos sobre o golpe da “Pandemia”. O delegado orienta as pessoas a não acreditar neste tipo de atitude de funcionários de bancos, pois as agencias não encaminham motociclista em residências de clientes e sim solicitam seus comparecimentos aos bancos para resolverem problemas de cada cliente. O delegado também  orienta as pessoas a não fornecer a senha, que é pessoal, intransferível.

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