Notícia de Barrinha
Adilson Barroso participa de inauguração com Presidente Bolsonaro
Postado em 22/10/2020

Adilson Barroso participa de inauguração com Presidente Bolsonaro

O presidente do PATRIOTAS Adilson Barroso participou com o Presidente Bolsonaro da inauguração de um super laboratório em Campinas. Ele foi convidado pelo próprio presidente.

INAUGURAÇÃO

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) inaugurou nesta quarta-feira (21) a primeira linha de pesquisa do Sirius, superlaboratório de luz síncrotron de 4ª geração instalado em Campinas (SP). Maior investimento da ciência brasileira, o acelerador de partículas prevê a montagem de 14 linhas de luz na 1ª fase, mas a conclusão dessa etapa em 2021 ainda depende da liberação de recursos pelo governo federal - veja mais abaixo. Depois da cerimônia, a comitiva presidencial pousou com dois helicópteros em Elias Fausto (SP), onde Bolsonaro lanchou em uma padaria.

Dizendo-se "apaixonado" pela estrutura do laboratório de Campinas, que visitou pela primeira vez e que já opera em caráter emergencial desde julho para auxiliar no combate à Covid-19, Bolsonaro projetou, apesar de citar dificuldade por recursos, a possibilidade da região se transformar em um Vale do Silício da Biotecnologia, já que deve abrigar o primeiro laboratório de biossegurança nível 4 (NB4) do Brasil - o projeto foi contratado e anunciado pelo ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes.

"Faltam palavras pra definir essa obra. Ela materializa para todos nós o futuro. Conversando há pouco com o José Roque [diretor do CNPEM], dado a excelência das empresas que circunvizinham essa obra, porque não temos aqui o Vale do Silício da Biotecnologia. E ele falou a palavra mágica: recurso. E também Petrobras. Eu não posso interferir na Petrobras, mas a título de sugestão, porque não destinar recursos para essa obra?", disse o presidente.

'Aqui realmente podemos buscar a independência da nossa nação. Quando se fala em Vale do Silício de Biotecnologia, temos a mais farta e abundante tecnologia do mundo, não só na região Amazônica, que é nossa e não pega fogo, assim como nosso Cerrado."

'Resposta a futuras pandemias'

Durante o evento, o ministro Marcos Pontes defendeu que a criação do laboratório de biossegurança máxima (NB4) dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), que abriga o Sirius, será uma resposta do Brasil para futuras pandemias.

"Vão acontecer outras e a gente tem que estar preparado. Aumentamos 14 laboratórios de Nível de Biossegurança 2 para Nível de Biossegurança 3 para poder tratar com pandemia. Mas, do México para baixo, na América Latina, a gente não tem nenhum NB4. E isso é necessário. Se entrar um vírus ou alguma coisa de alta letalidade, alta periculosidade, um Ebola por exemplo da vida, alguma coisa desse tipo, nós não temos instalação para isso por enquanto. Mas nós teremos. Aqui", disse.

Diretor-geral do CNPEM e do projeto Sirius, Antônio José Roque da Silva explicou que o ministério liberou, durante a pandemia, R$ 45 milhões para um conjunto de várias atividades relacionadas ao coronavírus no CNPEM. Desse recurso, cerca de R$ 3 milhões foram destinados ao pré-projeto do NB4.

"Vamos procurar acoplar esse centro de biossegurança 4, mas que conterá também um prédio de biossegurança 3, que é necessário para a Covid-19, e biossegurança 2, então um espectro amplo de vírus e patógenos, acoplado a linhas de luz que a gente tem aqui", disse Roque da Silva.

O prédio ficaria do lado de fora do Sirius, mas com linhas extralongas que entrariam na estrutura e permitiriam que as técnicas de síncrotron e se acoplassem à biossegurança, o que seria único no mundo, segundo o diretor. No entanto, o projeto está em estudo e ainda não tem a viabilidade garantida.

"Temos que conversar com o Ministério da Saúde, da Agricultura, da Defesa, [com] os diferentes órgãos que teriam interesse na utilização para justamente compreender a necessidade e conseguir fazer um projeto para atender todas as necessidades".

 

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